Os utilizadores portugueses de aplicações de mensagens estão entre os mais afetados por burlas digitais em todo o mundo, segundo um novo estudo global da Kaspersky intitulado “The Great Messaging Heist”. O relatório revela que os criminosos utilizam cada vez mais Inteligência Artificial para criar esquemas difíceis de detetar.
Em Portugal, os canais mais usados para os ataques são o WhatsApp, os SMS e o Facebook. Os burlões fingem ser amigos, familiares ou marcas conhecidas para enganar as pessoas e roubar dinheiro e dados em poucos minutos. O WhatsApp lidera a lista de plataformas com problemas, sendo usado em mais de metade dos casos.
O ataque é muito rápido: a maioria das vítimas partilha dados ou dinheiro em menos de meia hora. Além disso, a maioria das burlas passa por várias aplicações ao mesmo tempo, saltando de um SMS para o WhatsApp ou Telegram para baralhar a vítima. Os especialistas explicam que os criminosos usam linguagem normal do dia a dia para que as pessoas pensem que estão a tomar decisões seguras.
O impacto financeiro é maior em Portugal do que no resto do mundo. Cada vítima portuguesa perde, em média, cerca de 800 euros por burla, enquanto a média global é de 675 euros. Quase 20% dos portugueses afetados perderam mais de 1.245 euros. O estudo revela ainda que estas situações deixam marcas emocionais profundas e não acontecem apenas uma vez, pois mais de um quarto das vítimas foi atacado três ou mais vezes num período de seis meses.