O custo do cabaz de bens essenciais registou uma queda na última semana, fixando-se agora nos 258,52 euros. Esta descida de 2,37 euros interrompe um ciclo de sete semanas consecutivas de aumentos, período durante o qual o cabaz atingiu o valor mais elevado desde o início da monitorização da DECO PROteste, em 2022.

Apesar deste alívio semanal, a tendência a longo prazo revela um esforço financeiro crescente para as famílias portuguesas. No início de 2024, o mesmo conjunto de 63 produtos custava menos 16,69 euros (uma descida acumulada de 6,90% desde janeiro). No entanto, a comparação com períodos homólogos acentua a inflação alimentar: há um ano, o cabaz era 19,10 euros mais barato e, no início de 2022, custava menos 70,82 euros — uma diferença expressiva de 37,73%.

Na última semana, entre 22 e 29 de abril, alguns produtos contrariaram a tendência de descida e registaram subidas percentuais significativas: Cereais de fibra: subida de 16% (para 4,36 euros), Alface frisada: aumento de 13% (para 2,69 euros) e Pão de forma sem côdea: subida de 8% (para 2,59 euros).

Ao comparar os preços atuais com o mesmo período do ano passado, o setor dos frescos e do peixe lidera os aumentos.

Desde que a análise começou, em janeiro de 2022, o impacto no orçamento familiar é visível sobretudo na carne e nos frescos. A carne de novilho para cozer viu o seu preço disparar 124%, custando agora 13,04 euros/kg. Seguem-se a couve-coração, que duplicou de preço (+101%), e os ovos, que registam uma subida de 84% face ao valor inicial da análise.