Os prejuízos da Metro do Porto quase duplicaram de 13,4 milhões de euros em 2024 para 26,5 milhões em 2025, segundo o Relatório e Contas da empresa, que aponta o aumento de gastos com a subconcessão como principal fator.

De acordo com o documento, o resultado líquido da transportadora registou uma diminuição de 97,1%, situando-se nos 26,5 milhões de euros negativos. Apesar disso, 2025 foi o segundo melhor ano dos últimos sete, após prejuízos históricos como 91,1 milhões em 2019 e 90,7 milhões em 2020.

O contrato de subconcessão com a ViaPorto (grupo Barraqueiro), prolongado até março de 2027, foi o principal responsável pelo agravamento, com um aumento de 43,4% nos gastos, equivalente a mais 18,09 milhões de euros.

Em contrapartida, a receita de exploração cresceu 4,9% para 83,4 milhões de euros, enquanto o custo da operação disparou 29,8% para 62,1 milhões. A taxa de cobertura global caiu de 140,3% para 116,2%.

O investimento em 2025 superou os 194 milhões de euros, com destaque para as linhas Rosa e Rubi, que representaram 87,1% do total. A produção aumentou 4,6% em veículos-quilómetro, e as validações cresceram 5,3% para 94,54 milhões, impulsionadas pela extensão da Linha Amarela e pela gratuitidade dos passes para jovens até 23 anos.