O PSI terminou o mês de julho com o valor de 9.116,04 pontos, o que representa uma desaceleração mensal de -0,2%. De acordo com uma análise da Maxyield, os bons desempenhos dos CTT, Galp, Jerónimo Martins e BCP não foram suficientes para travar esta desaceleração mensal, devido às quebras do setor energético, NOS, Teixeira Duarte e Ibersol. No mês de julho de 2026, verifica-se que nove sociedades cotadas do PSI apresentam uma redução de valor e sete sofreram evolução crescente.

As sociedades com redução de valor foram a REN (-8,5%), a Teixeira Duarte (-7,7%), a EDP Renováveis (-5,1%), a NOS (-4,3%), a EDP (-2,4%), a Ibersol (-2,4%), a Semapa (-1%), a Mota-Engil (-0,7%) e a Altri (-0,3%), segundo a nota da Maxyield. Já as sociedades com evolução crescente de valor em julho foram os CTT (6,5%), a Galp (5,6%), a Jerónimo Martins (3,6%), a Corticeira Amorim (3,6%), o BCP (2,9%), a Sonae SGPS (1,2%) e a Navigator (1,1%).

A nível anual, o PSI continua ligeiramente acima do referencial europeu, apresentando uma performance superior aos mercados francês, alemão e inglês, mas abaixo de Espanha, Itália e Polónia.

Mercado global

O mercado acionista global encontra-se refletido no índice Morgan Stanley Capital International, abreviadamente conhecido por MSCI World, o qual sofreu em julho um aumento mensal de 0,6%. A nível anual, o MSCI World apresenta um crescimento de 9,5% relativamente a 31 de dezembro de 2025.

O mercado bolsista norte-americano apresenta em julho uma quebra de valor, mas observa um crescimento anual relevante. O S&P 500, composto pelas maiores 500 sociedades cotadas na bolsa norte-americana e representando 80% da capitalização bolsista dos EUA, apresenta em julho uma diminuição mensal de -0,1% e um aumento anual de 9,4%.

O índice tecnológico Nasdaq Composite, constituído por mais de três mil empresas (cerca de 80% do seu peso está nas 100 maiores empresas), apresenta uma diminuição mensal de -3,2% e uma evolução anual de 9,2%. Estes índices atingiram no início de julho novos máximos históricos, seguindo-se uma quebra de valor provocada por vários sell-off, decorrente da venda de ações ligadas às empresas tecnológicas por receios dos investidores com o retorno dos avultados investimentos em inteligência artificial (IA).