As queixas sobre o lixo urbano em Portugal registaram um aumento de 10,5% este ano, de acordo com os dados do Portal da Queixa. Até ao final de julho, foram contabilizadas 220 reclamações relacionadas com a gestão de resíduos urbanos, refletindo uma crescente insatisfação dos cidadãos com os serviços municipais.

Este aumento traduz-se numa subida do peso destas queixas no total das reclamações dirigidas às câmaras municipais, que passaram de 19,72% para 20,76%. O mês de julho concentrou a maior fatia das queixas, com 23,64%, seguido do mês de junho, com 19,55%.

Principais motivos de reclamação

Entre os principais motivos de reclamação destacam-se situações de acumulação de lixo, falhas na recolha, contentores a transbordar e ausência de limpeza regular. Os relatos incluem ainda infestações de ratos e insetos, maus odores persistentes e degradação das condições de salubridade, o que tem gerado um ambiente de desconforto e preocupação entre os moradores.

Autarquias mais afetadas

A Câmara de Lisboa é a mais afetada pelas queixas, absorvendo 17,73% do total, seguida de Sesimbra e Almada, com 5,45% e Odivelas e Loures com 5%. Já os municípios da Moita e do Funchal destacam-se pelos aumentos mais expressivos, de 500%, seguidos de Torres Vedras, com um crescimento de 300%.

A situação realça a necessidade de uma gestão mais eficiente e de um reforço dos serviços de limpeza urbana, para responder às expectativas dos cidadãos e garantir um ambiente saudável e sustentável.