O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Paulo Raimundo, afirmou que o Governo se encontra num estado de “profunda degradação”, acumulando falhas e erros em diversas áreas da governação. Em declarações à comunicação social, Raimundo não descartou a possibilidade de apresentar uma moção de censura ao executivo, sublinhando que essa hipótese continua “em cima da mesa”.

O líder comunista criticou duramente as políticas implementadas pelo Governo, apontando para o agravamento das condições de vida da população, o aumento das desigualdades sociais e a falta de respostas para problemas estruturais como a habitação, a saúde e a educação. “O Governo demonstra, dia após dia, a sua incapacidade para resolver os problemas do país”, declarou.

Questionado sobre o timing para uma eventual moção de censura, Raimundo afirmou que o PCP avaliará o momento político, mas não escondeu a sua insatisfação com o rumo do executivo: “Não vamos fechar os olhos à degradação. O Partido Comunista cumprirá o seu papel de oposição responsável e firme.”

Esta posição surge num contexto de tensão política, com vários partidos da oposição a criticarem a atuação do Governo em setores-chave. O PCP, que tem vindo a endurecer o seu discurso nos últimos meses, considera que a situação atual justifica medidas mais contundentes, incluindo a possibilidade de fazer cair o executivo, caso a maioria parlamentar o permita.

Raimundo reiterou ainda que o partido estará disponível para diálogo com forças políticas que partilhem “preocupações sérias com o rumo do país”, mas deixou claro que a degradação governativa não pode ser ignorada. “O povo português merece um Governo que responda às suas necessidades, e não um executivo que se arrasta em crises permanentes”, concluiu.