O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, afirmou esta quarta-feira, 1, no Parlamento, que dois anos após o início da recuperação do tempo de serviço dos professores, o número de docentes no sétimo escalão mais do que duplicou, passando de 11.705 para 23.308.

Antes da recuperação integral do tempo de serviço, apenas 32% dos professores estavam no 7.º escalão ou acima, percentagem que subiu para 63% após a segunda fase do processo, concluída em junho.

Durante a audição regimental na comissão parlamentar de Educação e Ciência, Fernando Alexandre congratulou-se pelos resultados das medidas que o Governo tem implementado para responder à falta de professores e tornar a profissão mais atraente.

A recuperação do tempo de serviço congelado, primeira medida tomada por Fernando Alexandre em 2024, já beneficiou 89.922 professores, segundo dados distribuídos pelo MECI aos jornalistas durante a audição.

Além da evolução na carreira, Fernando Alexandre fez um balanço das medidas do Governo para responder à falta de professores. ‘Atraímos mais de 6.500 docentes para a escola pública’, afirmou.

As medidas introduzidas em 2024 no âmbito do plano + Aulas + Sucesso permitiram atrair 6.543 docentes no ano letivo 2025/2026. ‘Eu não tenho os dados finais das apresentações, mas estão estimadas em cerca de 4.000. Isto quer dizer que estamos a aumentar significativamente o número de professores na escola pública’, afirmou Fernando Alexandre.

No ano letivo que está prestes a terminar, chegaram à escola pública 5.535 novos professores e 1.008 regressaram ao sistema, pelo menos um ano após terem saído. Por outro lado, 2.232 professores em condições de se reformarem aceitaram prolongar a carreira e foram contratados 227 docentes do ensino superior ou investigadores doutorados.

Outra medida para atrair e reter professores foi a criação de um apoio à deslocação, para docentes colocados em escolas longe de casa, do qual usufruíram 7.122 profissionais este ano.

No concurso externo extraordinário realizado no ano letivo 2025/2026 foram colocados 1.639 docentes, o correspondente a 91% das 1.800 vagas lançadas. Nas regiões de Lisboa e Setúbal foram ocupadas 92% das vagas e no Algarve 90%.