Os ativos da reserva financeira de Macau atingiram um novo recorde máximo em abril, pelo quinto mês consecutivo, anunciou hoje a Autoridade Monetária de Macau (AMCM).

Um balanço publicado pelo regulador financeiro no Boletim Oficial da região semiautónoma chinesa mostra que a reserva valia, no final de abril, 697,3 mil milhões de patacas (75,8 mil milhões de euros).

A reserva ganhou 9,08 mil milhões de patacas (986,6 milhões de euros) em comparação com o anterior recorde, 688,2 mil milhões de patacas (74,8 mil milhões de euros), fixado no final de março.

Desde o final de 2025, a reserva registou uma valorização de 30,5 mil milhões de patacas (3,32 mil milhões de euros).

A reserva ganhou 50,5 mil milhões de patacas (5,49 mil milhões de euros) durante o ano passado, mais do que em 2024, ano em que os ativos tinham subido 35,7 mil milhões de patacas (3,88 mil milhões de euros).

O melhor ano de sempre para a reserva financeira continua a ser 2019, antes do início da pandemia, quando os ativos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas (7,67 mil milhões de euros).

O valor da reserva extraordinária no final de abril era de 518,4 mil milhões de patacas (56,3 mil milhões de euros) e a reserva básica, equivalente a 150% do orçamento público de Macau, era de 163,6 mil milhões de patacas (17,8 mil milhões de euros).

Em novembro, a Assembleia Legislativa (parlamento de Macau) aprovou, por unanimidade, o orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas (12,3 mil milhões de euros).

Investimentos subcontratados representam a maior fatia da reserva financeira de Macau, 298 mil milhões de patacas (32,4 mil milhões de euros), que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 288,9 mil milhões de patacas (31,4 mil milhões de euros) e títulos de crédito no montante de 108,4 mil milhões de patacas (11,8 mil milhões de euros).

Em 2025, os investimentos renderam à reserva financeira mais de 42,9 mil milhões de patacas (4,66 mil milhões de euros), correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 6,9%, disse em março a AMCM.

O retorno nesse ano aumentou 38,7% em comparação com 2024, quando os rendimentos renderam à reserva quase 31 mil milhões de patacas (3,37 mil milhões de euros), correspondente a 5,3%.