A Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC), detentora da marca Sagres e da água Luso, reafirmou o compromisso de produzir a sua cerveja com energia 100% renovável até 2030. Em declarações ao Jornal Económico, o diretor geral Julien Haex destacou a visão de ter uma Sagres fabricada sem emissões de CO2 dentro de seis anos.

Atualmente, a SCC já percorreu metade do caminho graças a uma bomba de calor inovadora, desenvolvida em parceria com a Siemens Portugal. O equipamento, inaugurado na fábrica de Vialonga, permite reduzir em 50% as emissões ligadas à energia térmica, o equivalente a 7.381 toneladas de CO2 por ano. A eficiência energética melhorou 39% desde o início do projeto.

A outra metade das emissões térmicas será eliminada com uma bateria térmica de 100 MWh, um projeto pioneiro que combina energia solar, armazenamento térmico e eletrificação do calor, desenvolvido em parceria com a EDP e a Rondo. A energia elétrica consumida em Vialonga já é 100% renovável desde 2024.

Desde 2017, a SCC investiu 135 milhões de euros na transição energética, incluindo painéis solares e medidas de eficiência. Desse montante, 33,5 milhões foram destinados à bomba de calor, cofinanciada em 8,8 milhões pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A empresa, que emprega 1.485 trabalhadores, também avança nas vertentes social e de governança do ESG, com destaque para o consumo responsável (como a Heineken 0.0) e a diversidade de género na liderança – quatro dos nove diretores são mulheres. A SCC estabeleceu ainda a meta de descarbonizar toda a sua cadeia de valor até 2040.