O antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes anunciou o seu regresso ao PSD, partido que deixou há quase oito anos, durante o Congresso de Anadia, num momento que ocorreu quase à meia-noite. Santana Lopes rejeita qualquer pedido de desculpas ao partido, elogia a liderança de Luís Montenegro e destaca a importância de Pedro Seguro como garantia de estabilidade política.
Questionado sobre uma eventual candidatura, Santana Lopes foi direto: “Não está nas minhas intenções candidatar-me”. A declaração foi dirigida ao presidente do PSD, Luís Montenegro, num tom que procura afastar qualquer rumor de ambições futuras dentro do partido.
O regresso do antigo líder social-democrata foi recebido com alguma surpresa, mas também com expectativa, especialmente num momento em que o PSD se prepara para enfrentar novos desafios políticos. Santana Lopes, que foi primeiro-ministro entre julho e novembro de 2004, sublinhou que a sua decisão não visa qualquer cargo, mas sim contribuir para o debate interno e para a afirmação do partido.
Durante a sua intervenção, Santana Lopes elogiou a liderança de Montenegro, considerando-a “sólida e coerente”, e destacou o papel do antigo líder socialista Pedro Seguro como “garantia de estabilidade” no panorama político português, numa inusitada referência positiva ao principal rival político do PSD.
O regresso de Santana Lopes ao PSD ocorre num contexto de consolidação interna do partido, que procura alargar a sua base de apoio após as últimas eleições legislativas. A sua presença no Congresso de Anadia foi vista como um sinal de união, apesar das divergências passadas.