António José Seguro está a acompanhar de perto o caso do ministro da Administração Interna (MAI), mas prefere evitar o ruído público. Tal como no caso dos exames nacionais, em que a casa civil do Presidente da República trabalhou nos bastidores, Seguro tem mantido contactos discretos com as pessoas certas para se manter informado sobre o desenrolar da situação.

Fontes próximas ao ex-líder socialista indicam que ele não pretende fazer declarações públicas neste momento, optando por uma abordagem reservada. Esta estratégia reflete a sua postura habitual de evitar confrontos diretos, mas sem descurar a importância de estar a par dos desenvolvimentos políticos relevantes.

O caso do MAI tem gerado grande atenção mediática e política, com vários setores a pedirem esclarecimentos. Seguro, que já foi secretário-geral do PS, parece estar a seguir os mesmos métodos de discrição que utilizou noutros dossiês sensíveis, como o dos exames nacionais, onde a intervenção da Presidência da República foi determinante para resolver a crise.