O Ministério da Economia e da Coesão Territorial anunciou em comunicado a abertura das candidaturas ao programa de aceleração Tech Foundry Portugal.
O programa nacional de aceleração Tech Foundry Portugal – Deep Tech Edition abriu hoje as candidaturas para apoiar até 40 equipas científicas e tecnológicas na transição da investigação para o mercado, com prazo de candidatura até 3 de julho.
Desenvolvido pela Startup Portugal em parceria com a francesa Hello Tomorrow, o programa arranca em setembro e decorre até dezembro de 2026, em formato híbrido no Porto, proporcionando acesso a uma rede internacional de investidores, especialistas e parceiros industriais. Os resultados das candidaturas serão comunicados até ao final de julho.
A iniciativa destina-se a equipas de universidades, centros de investigação e desenvolvimento (I&D) e startups de base científica em fase inicial, com tecnologias já validadas em contexto laboratorial ou em ambiente relevante (TRL 4-5), que pretendam acelerar a entrada no mercado em áreas como biotecnologia, inteligência artificial, materiais avançados, tecnologia oceânica, energia limpa, computação avançada, espaço e aeronáutica, robótica e tecnologias de duplo uso, entre outras.
O programa complementa a Linha Ecossistema Deeptech & Tech Foundry lançada no final de 2025 no âmbito do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC), e inclui workshops práticos, mentoria personalizada, sessões de peer learning e um Demo Day final com investidores e stakeholders do setor, no Porto.
Através da ligação à rede global da Hello Tomorrow, os participantes terão acesso a uma comunidade internacional de deep tech com mais de 5.000 startups, presença em mais de 100 países e uma rede de cerca de 1.300 investidores especializados.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, considerou que o Tech Foundry Portugal é “um instrumento estratégico para acelerar essa transição, aproximando ciência, indústria e capital”, sublinhando que Portugal “tem hoje uma base científica sólida e reconhecida internacionalmente” e que “o desafio passa por transformar esse conhecimento em inovação com impacto económico”.
O secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, afirmou que o programa “foi desenhado para responder a uma falha crítica no ecossistema: a fase entre a validação tecnológica e a entrada no mercado”, acrescentando que a combinação de “aceleração intensiva com acesso a uma rede global especializada em deep tech” visa criar “condições concretas para que mais projetos científicos se transformem em empresas competitivas e financiáveis”.