A operadora de telecomunicações espanhola Telefónica registrou um prejuízo de 411 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, conforme anunciado hoje pela empresa. O resultado representa uma melhora significativa em relação ao mesmo período de 2025, quando as perdas foram de 1,28 bilhão de euros, mas ainda reflete os desafios da reestruturação internacional.

De acordo com o balanço divulgado à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) da Espanha, as perdas foram impulsionadas principalmente pela venda estratégica de operações na América Latina, incluindo os negócios na Colômbia, Chile e México. Sem esses efeitos contábeis, a Telefónica teria apresentado um lucro ajustado de 386 milhões de euros no trimestre.

Em 2025, a companhia registrou um prejuízo recorde de 4,32 bilhões de euros, impactada pela saída de mercados latino-americanos e por um amplo programa de demissões voluntárias na Espanha, que envolveu cerca de 5.500 trabalhadores, com custo de 2,05 bilhões de euros. O governo espanhol, que detém 10% do capital da empresa, manifestou discordância em relação ao processo de reestruturação trabalhista.

A Telefónica, que já foi um gigante com forte presença na América Latina, enfrenta forte concorrência e perda de participação de mercado na região. Agora, a operadora foca seus esforços nos quatro principais mercados: Espanha, Alemanha, Reino Unido e Brasil. A empresa anunciou em novembro metas ambiciosas de economia, projetando redução de custos de até 2,8 bilhões de euros até 2028 e 3 bilhões de euros até 2030, visando se transformar em uma das principais empresas de tecnologia da Europa.