O Tribunal Superior Anticorrupção da Ucrânia ordenou hoje a prisão preventiva de Andriy Yermak, ex-chefe de gabinete do presidente Volodymyr Zelensky, sob suspeita de envolvimento num esquema de desvio de fundos.

Segundo a imprensa ucraniana, a medida foi decretada por dois meses, embora Yermak possa pagar uma fiança fixada em 140 milhões de hryvnias (cerca de 2,7 milhões de euros) para recuperar a liberdade.

De acordo com a investigação, um grupo organizado estava envolvido na lavagem de 460 milhões de hryvnias (8,8 milhões de euros) através de um projeto imobiliário de luxo perto de Kiev.

Em janeiro, Zelensky determinou uma mudança na equipa de negociação ucraniana, destituindo o antigo chefe de gabinete, que se demitiu após ter sido implicado num caso de corrupção.

A investigação sobre um esquema de corrupção em grande escala no setor energético levou à demissão, no final de 2025, do conselheiro presidencial, um dos colaboradores mais próximos de Zelensky.

Zelensky citou a sua destituição como um exemplo claro de que Kiev, em paralelo com o esforço de guerra, está a corresponder às expectativas da União Europeia para uma futura adesão.