O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou hoje que decidiu autorizar voos diretos entre o seu país e o Líbano, suspensos há 40 anos, após reunião na Casa Branca com o homólogo libanês, Joseph Aoun.
“Após ter-me reunido com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, que tem realizado um trabalho extraordinário na transformação do seu país, ordeno à minha Administração que permita a todas as companhias aéreas americanas voar diretamente para o Líbano, para que os americanos possam visitar facilmente esta bela terra”, escreveu na sua rede social Truth.
Trump expressou ainda o desejo de que “outros países façam o mesmo” e retomem as rotas aéreas para aquele país árabe.
O Primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, afirmou hoje à noite que o recomeço dos voos comerciais diretos entre os Estados Unidos e o Líbano, anunciada pelo presidente americano, oferece uma grande oportunidade para a economia libanesa e para as relações com Washington.
Esta decisão representa “uma grande oportunidade para reforçar as viagens e as relações entre o Líbano e os Estados Unidos, e para apoiar a economia libanesa”, afirmou.
Os voos diretos entre ambos os países estão suspensos desde que os Estados Unidos proibiram a companhia aérea nacional libanesa, Middle East Airlines, de operar no seu território após o sequestro de dois aviões da Trans World Airlines no aeroporto de Beirute por membros do grupo xiita Hezbollah, em 1985.
Atualmente, os norte-americanos que viajam para o Líbano fazem-no com escalas em aeroportos como os de Istambul, Doha ou Dubai.
O anúncio de Trump ocorre apesar de a Embaixada dos Estados Unidos em Beirute ter emitido na semana passada uma recomendação pedindo aos cidadãos norte-americanos que evitem viagens ao Líbano devido às hostilidades com Israel.