Cinco portugueses, quatro dos quais da mesma família, estão desaparecidos em La Guaira, na Venezuela, onde dois sismos causaram na quarta-feira dezenas de mortos e centenas de feridos, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
A diplomacia portuguesa, que ainda não tem conhecimento de vítimas mortais na sequência destes sismos, admitiu que poderão existir muitas mais situações de portugueses e lusodescendentes afetados, dada a dimensão da comunidade portuguesa no país.
Na Venezuela vive uma das mais importantes comunidades portuguesas no mundo e a segunda maior da América Latina. É maioritariamente oriunda do arquipélago da Madeira, mas também da região centro (Aveiro) e norte (Porto) do país, segundo dados oficiais. Estima-se que vivam na Venezuela 1,2 milhões de portugueses e luso-descendentes.
Para o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, as próximas 24 a 48 horas são prioritárias para que seja resgatado o maior número de vidas possível.
O primeiro sismo de magnitude 7,2 ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas. As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência.