Wall Street arranca em alta, em sintonia com o sentimento que se vive nas congéneres europeias. A descida dos preços do petróleo mostra esperança dos investidores num acordo de paz entre os EUA e o Irão, numa altura em que notas vão referindo a possibilidade de novas conservações entre as partes ainda esta semana.

O S&P 500 arrancou a negociação com ganhos de 0,45% para 6.917,28 pontos, enquanto o industrial Dow Jones abriu em alta de 0,36% para 48.390,95 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite arranca a subir 0,86% para 23.383,24 pontos.

A ajudar estão os preços no produtor a crescerem abaixo do esperado. “A indicação de que os preços no produtor dos EUA mantiveram surpreendentemente o ritmo de subida em março, quando era esperada uma aceleração em virtude da guerra, ajuda a sustentar o ambiente”, segundo o analista da MTrader.

Os índices estão a subir impulsionados pela garantia de Donald Trump, Presidente dos EUA, de que o Irão terá contactado Washington para retomar as negociações de paz. Ontem “benchmark” S&P atingiu mesmo níveis pré-guerra.

Segundo a Bloomberg, Teerão está a considerar avançar com uma suspensão de curto-prazo na navegação de navios com carregamentos de e para o Irão através do estreito de Ormuz para evitar “testar” o “contra-bloqueio” da via marítima pelos Estados Unidos (EUA), ao mesmo tempo que procura não comprometer a nova ronda de negociações que poderá ser anunciada.

Nas cotadas, a envolvente continua quente para empresas ligadas à fotónica, nomeadamente na alimentação de transmissão de dados em data centers, refere a análise da MTrader.

“A Credo Technology investiu na nova geração de conectividade ótica com a aquisição da DustPhotonics e prolongava os fortes ganhos das últimas sessões. A Bloom Energy entusiasma-se com a expansão da parceria com a Oracle. No transporte aéreo, a American Air dispara depois do CEO ter admitido uma combinação de negócios com a United Air. Mais fracas são as respostas a contas, com Wells Fargo, JPMorgan e J&J a recuarem”, acrescentam os analistas.

Lucros da banca e impacto na bolsa

Enquanto a Goldman Sachs desiludiu o mercado, o Citi destacou-se como a única nota positiva, subindo 2,32% (para 129,21 dólares). O banco alcançou as maiores receitas trimestrais da última década, com lucros de 5,8 mil milhões de dólares — um salto de 42% face ao ano anterior.

Em contraste, o JPMorgan Chase recuou 0,38% (312,50 dólares). Apesar de ter lucrado 16,5 mil milhões no trimestre (o seu segundo melhor resultado de sempre), os investidores reagiram mal ao corte na previsão da margem financeira para este ano, que baixou de 104,5 para 103 mil milhões de dólares.

O cenário foi pior para o Wells Fargo, que tombou 5,52% (81,81 dólares). Embora o lucro tenha subido para 5,25 mil milhões, a margem financeira de 12,1 mil milhões ficou ligeiramente abaixo do que os analistas esperavam (12,3 mil milhões), penalizando o título.