O dia ficou marcado pela Apple, que destronou a Nvidia (registou uma queda de quase 5%) como a empresa mais valiosa do mundo, após as suas ações terem atingido o valor recorde.

Wall Street fechou mista com o Dow Jones a subir +0,51% para 52.210,08 pontos; o S&P a avançar +0,02% para 7.413,18 pontos e o Nasdaq a cair -0,18% para 24.932,08 pontos.

Nas empresas, a Apple subiu 1,17% e tornou-se a empresa mais valiosa do mundo em valor de mercado, ultrapassando a Nvidia. A companhia criada por Steve Jobs passou à frente do fabricante de chips numa altura em que as ações da Nvidia desceram 4,94%, depois de ter sido anunciada uma garantia de 250 mil milhões de dólares para apoiar a expansão da OpenAI — uma decisão que gerou maior incerteza entre os investidores.

A ASML também registou uma queda de 5,75%. A fornecedora de equipamentos para chips foi penalizada pela notícia de que uma empresa chinesa começou a produzir em massa certos equipamentos para o fabrico de semicondutores, o que pode representar uma ameaça potencial às vendas da empresa neerlandesa.

A sessão foi marcada pelo alívio geopolítico, pela forte queda do petróleo e pela atenção centrada na reunião da Reserva Federal (Fed).

A pausa nos ataques mútuos entre os Estados Unidos e o Irão — depois de cerca de duas semanas de hostilidades — reduziu o prémio de risco associado a interrupções no fornecimento de crude, especialmente no Estreito de Ormuz. O petróleo reagiu de forma acentuada: o Brent recuou cerca de 7% para perto dos 90 dólares por barril e o WTI desceu mais de 6% para valores em torno dos 83-84 dólares. Esta descida aliviou receios inflacionistas e deu algum suporte aos ativos de risco e aos títulos do Tesouro americano, cujas yields cederam.

Donald Trump volta a falar de um possível acordo com o Irão.

Ainda assim, a trégua é vista como frágil. Continuam a registar-se ataques de milícias aliadas ao Irão (como os Houthis) e riscos residuais sobre rotas estratégicas de energia, o que mantém alguma cautela nos mercados.

No plano monetário, os investidores estão focados na decisão da Fed de quarta-feira. Depois da subida do petróleo na semana passada ter aumentado as apostas numa possível subida de juros, as hipóteses de um aumento nesta reunião situam-se agora em torno de um terço.

Trump voltou a dizer hoje que os juros deviam descer.

A expectativa base continua a ser a manutenção das taxas, sob a liderança do presidente Kevin Warsh, mas o tom do comunicado e da conferência de imprensa será decisivo, sobretudo num contexto em que a geopolítica e os preços da energia continuam a influenciar as perspetivas de inflação.

Entretanto noutra frente geopolítica o ucraniano Volodymyr Zelensky deverá reunir-se com Donald Trump em Washington esta terça-feira.

O Kremlin afirmou não ter conhecimento de novas propostas de paz concretas. Continuam as discussões sobre possíveis cessar-fogos parciais (incluindo aéreos), mas as posições permanecem distantes e a diplomacia tem estado estagnada.

Zelensky atacou um navio iraniano no Mar Cáspio numa tentativa de unir as guerras e arrastar os EUA para uma guerra com a Rússia.

Numa altura em que notícias dão conta que o presidente russo, Vladimir Putin, decretou um aumento de 27.000 efetivos nas Forças Armadas para atingir os objetivos na Ucrânia de ficar com o Donbass.