Autarcas da região do Barreiro criticaram o encerramento do serviço de obstetrícia no hospital local, classificando a decisão como uma falha de “bom senso”. A medida, anunciada pelas autoridades de saúde, tem gerado preocupação entre a população e os representantes municipais, que alertam para os riscos e inconvenientes para as grávidas da região.

Os presidentes de câmara envolvidos argumentam que o fecho do serviço obrigará as futuras mães a deslocarem-se para hospitais distantes, aumentando os custos e os riscos associados a viagens longas, especialmente em situações de emergência. Sublinharam a importância de manter serviços de proximidade essenciais para a saúde pública.

A decisão foi tomada no âmbito de uma reorganização dos serviços de saúde na área metropolitana de Lisboa. As autoridades de saúde defenderam a medida com base em critérios de eficiência e concentração de recursos especializados, garantindo que a qualidade do cuidado será mantida noutras unidades.

Os autarcas contestam esta visão, exigindo uma reavaliação urgente da decisão e um diálogo com o Ministério da Saúde. A polémica reflete tensões mais amplas sobre o acesso a cuidados de saúde primários e especializados em regiões periféricas aos grandes centros urbanos.