O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou que as regiões autónomas portuguesas representam um “grande negócio” para o Estado português. Durante uma intervenção, o líder madeirense criticou a forma como o Estado central tem tratado os arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Albuquerque argumentou que as duas regiões autónomas estão a travar “uma luta contra a falta de visão estratégica, contra os pequenos cérebros”, referindo-se à abordagem do governo central. Acrescentou que esta luta inclui combater “anacronismos e a forma como o Estado português continua a olhar” para as autonomias.
O político madeirense foi mais longe ao afirmar que as regiões autónomas têm sido “discriminadas, vilipendiadas pelo Estado que não assume as suas responsabilidades nas ilhas”. Estas declarações surgem num contexto de discussão sobre o modelo autonómico português e o financiamento das regiões insulares.
As críticas de Albuquerque refletem tensões históricas entre o poder central e as regiões autónomas, particularmente no que diz respeito à distribuição de recursos e à definição de políticas públicas adaptadas às realidades insulares.