A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, fez esta terça-feira um balanço da greve geral convocada pelos sindicatos, considerando que a adesão foi “residual no setor privado” e “reduzida no setor público”. A governante falava aos jornalistas após uma reunião de avaliação da paralisação, que decorreu durante todo o dia.
Palma Ramalho reconheceu que a greve teve impacto, nomeadamente no transporte público e nos serviços essenciais, mas sublinhou que “os números mostram que a maioria dos trabalhadores portugueses optou por não aderir”. A ministra referiu ainda que houve “prejuízos para as pessoas que queriam ir trabalhar e que não conseguiram”, assim como para quem perdeu consultas médicas ou não conseguiu deixar os filhos na escola.
A governante garantiu que o Executivo está a analisar as eventuais compensações para os utentes afetados, mas não adiantou medidas concretas. “Vamos aguardar os relatórios detalhados dos serviços e depois tomaremos as decisões adequadas”, afirmou.
A greve geral foi convocada pela CGTP e pela UGT, em protesto contra as políticas laborais do Governo. Os sindicatos contestam, entre outros pontos, o aumento do horário de trabalho e a flexibilização dos despedimentos. Já o Executivo defende que as medidas são necessárias para modernizar a economia e criar mais emprego.