O Presidente da República, António José Seguro, afirmou esta quinta-feira que a eleição de Portugal para um lugar não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) para o biénio 2027-2028 representa um compromisso do país com “um mundo mais pacífico”. A declaração foi feita após a votação na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, onde Portugal obteve 175 votos favoráveis entre os 193 Estados-membros, garantindo um dos dois lugares destinados ao grupo da Europa Ocidental e Outros.

“É uma enorme honra e uma grande responsabilidade. Portugal estará no Conselho de Segurança em nome de um mundo mais pacífico, mais justo e mais solidário”, declarou Seguro, sublinhando que o resultado reflete “a credibilidade, a confiança e o respeito por Portugal na comunidade internacional” alcançados nos últimos anos.

A candidatura portuguesa foi apresentada com base numa plataforma de defesa do multilateralismo, da promoção dos direitos humanos e da resolução pacífica de conflitos. O país já integrou o CSNU por três vezes anteriores: em 1979-1980, 1997-1998 e 2011-2012, tendo sido a última vez há mais de uma década.

O Conselho de Segurança é o principal órgão da ONU responsável pela manutenção da paz e segurança internacionais, com poder para criar sanções e autorizar o uso da força. Portugal assume o cargo num contexto geopolítico complexo, marcado pela guerra na Ucrânia, tensões no Médio Oriente e crises humanitárias em África.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, em declarações à imprensa, destacou que a prioridade portuguesa será “contribuir para a procura de soluções diplomáticas para os conflitos atuais”, com especial atenção à agenda climática e à segurança alimentar.