O Fórum para a Competitividade estima que a economia nacional tenha um crescimento entre 1,8% e os 2,1% este ano, um intervalo que sobe para os 1,9% e os 2,2% para o próximo ano.

De acordo com as perspetivas empresariais divulgadas esta quinta-feira, 23, apesar do crescimento económico, é esperada uma aceleração da inflação nacional, de 2,3% em 2025 para entre 2,3% e 2,7% em 2026. Um valor que recua em 2027, para o intervalo entre 2,1% e 2,4%.

Esta subida da inflação deve-se “quase exclusivamente” à subida dos preços da energia, um resultado do conflito do Médio Oriente. “As hostilidades com o Irão e a intensidade do fluxo pelo estreito de Ormuz deverão constituir as principais influências sobre a inflação na zona euro e em Portugal, através dos efeitos sobre os preços da energia”, refere o Fórum para a Competitividade.

O crescimento económico também vai ser influenciado pelos acontecimentos significativos registados no primeiro trimestre, as tempestades e o conflito no Irão.

Estes acontecimentos têm perturbado o consumo privado, que deverá ter um abrandamento superior ao esperado, e as exportações de bens, que já registaram a quinta queda consecutiva. “O ambiente internacional tem sido de grande perturbação, com as ameaças de tarifas dos EUA, mas a generalidade das economias europeias até conseguiu ter um desempenho razoável, melhor do que o esperado, pelo que isso não justifica o fraco desempenho do sector externo português”, aponta o Fórum.

No que diz respeito à taxa de desemprego, as previsões do Fórum apontam para uma “redução marginal”, “de 6,0% em 2025 para entre 5,8% e 6,0% em 2026 e estabilização também entre 5,8% e 6,0% em 2027”.

Na conjuntura internacional, o Fórum salienta que o cenário passou de “benigno a preocupante”. As mais recentes estimativas do FMI apontam para um menor crescimento mundial, desacelerando de 3,4% em 2025 para 3,1% em 2026.