Um ano após o apagão que afetou Portugal, Espanha e partes do sudoeste da França, a ESET, maior empresa europeia de cibersegurança, reforça que a resiliência das infraestruturas críticas vai além dos aspetos físicos e operacionais. O relatório final da ENTSO-E apontou causas técnicas e operacionais, mas a cibersegurança permanece essencial.
Embora não tenha sido classificado como um ciberataque, a ESET alerta que os sistemas energéticos continuam sendo alvos reais. A proteção exige visibilidade sobre ambientes IT e OT, segmentação, controlo de acessos, deteção precoce e resposta a incidentes.
Ricardo Neves, da ESET Portugal, afirma: “Nem todos os apagões são ciberataques, mas todos exigem preparação. A resiliência depende da capacidade de antecipar falhas, responder rapidamente e integrar a cibersegurança na continuidade operacional.”
A empresa defende maior visibilidade sobre sistemas industriais, segmentação entre IT e OT, controlo de acessos remotos, monitorização contínua e reforço dos planos de resposta. O objetivo é reduzir a probabilidade de ataque e limitar o impacto de incidentes.