A Estoril Sol SGPS não conseguiu cumprir o prazo legal para a divulgação das suas demonstrações financeiras consolidadas relativas ao exercício de 2025, que terminava hoje, 30 de abril de 2026.
Em comunicado de informação privilegiada divulgado esta quarta-feira, 29 de abril, a empresa informou o mercado que “não lhe será possível cumprir o referido prazo legal”. A sociedade, que explora o Casino Estoril e detém outras participadas no sector do jogo e turismo, justificou o atraso com “recentes desenvolvimentos verificados no âmbito da atividade da Sociedade e das suas participadas”, que pela sua “relevância e complexidade” exigiram “uma análise adicional dos respetivos impactos nas contas consolidadas do Grupo Estoril Sol”.
A empresa não adiantou detalhes sobre a natureza dos “recentes desenvolvimentos” que motivaram a necessidade de análise adicional, limitando-se a referir que envolvem a atividade da sociedade e das suas participadas.
De acordo com o artigo 29.º-G do Código dos Valores Mobiliários, as empresas cotadas têm um prazo máximo de quatro meses após o final do exercício para publicar as contas anuais consolidadas. No caso da Estoril Sol, esse prazo terminava esta sexta-feira, 30 de abril de 2026.
No mesmo documento, o Conselho de Administração estima que o processo de fecho de contas e auditoria externa fique concluído “nas próximas três semanas”. Após essa data, a empresa compromete-se a divulgar imediatamente toda a informação financeira obrigatória.
A Estoril Sol assegura ainda que continuará a informar o mercado de qualquer desenvolvimento relevante relacionado com este assunto, nos termos do Regulamento Europeu relativo ao Abuso de Mercado (MAR) e do Código dos Valores Mobiliários.
O grupo, historicamente ligado à família Stanley Ho, gere operações de jogo e entretenimento no Estoril, uma das principais zonas turísticas de Portugal.