
Vivemos num mundo cada vez mais tecnológico, onde a necessidade de ter competências tecnológicas e digitais quase que deixa de ser opcional para passar a ser obrigatório. Contudo, ainda há profissionais a quem esta competência não é tão fácil. É aqui que entra a SkillUp, uma plataforma global de aprendizagem digital para a requalificação profissional.
Com o mote de ajudar empresas e profissionais e serem mais qualificados na área do digital a plataforma já conta com três hubs, sendo um deles em Portugal. A vinda para Portugal deu-se com a vontade da empresa chegar à Europa, depois de marca presença nos Estados Unidos e na Índia. Na altura a empresa apontava para a Suécia, contudo foi "convencida" de que Portugal era o lugar, devido "ao talento existente e disponível, à maneira como inovava, da maneira como as pessoas de todo o mundo trabalhavam neste país, pela juventude e pelo custo de vida", afirma JPS Kohli, Group CEO da SkillUp.
O hub de Portugal serve toda a Europa, contudo a plataforma quer expandir-se para outros países, como "Espanha, Itália, Alemanha e Reino Unido". O CEO refere que ainda não são muito conhecedores do mercado europeu, e que Portugal "foi a melhor aposta para ter uma base da qual podemos expandir para a Europa".
A plataforma está focada em continuar a crescer, pretendendo ter uma equipa de 40 pessoas no hub português. "Queremos expandir na Europa enquanto crescemos em Portugal", refere.
Para o CEO o mercado europeu foca-se nas diretivas e "em fazer as coisas com ética" na área da tecnologia, ao mesmo tempo que reconhece que a requalificação e as competências são "essenciais" para o mercado de trabalho atual, que na sua opinião traz um "bom balanço" para a aprendizagem.
Apesar de muitas vezes ser apelidada de "lenta" neste caso a Europa "lidera o caminho muitas vezes", refere. "Enquanto outros mercados querem avançar rapidamente e fluidamente, a Europa é mais balançada, o que a torna um bom mercado", afirma.
A requalificação é "importante" na era em que vivemos. Na opinião do CEO da SkillUp quem fica a ver a mudança acontecer na perspetiva de mais tarde a acompanhar "sente-se atrás, enquanto as pessoas que tomaram iniciativa antecipadamente estão bem encaminhadas".
"Em vez de treinarmos organizações e indivíduos que não veem interesse em aprender e treinar, temos uma estrutura de aprendizagem onde ninguém sente aborrecimento, sentem que é natural", aponta.
A vontade das empresas de proporcionarem esta experiência aos seus trabalhadores depende de empresa para empresa, mas com todas a "investirem na aprendizagem".
Apesar de considerar que o governo português está a fazer "um bom trabalho" no incentivo das empresas à contínua aprendizagem, JPS Kohli, refere que o número de conferências e eventos realizados em Portugal gera um grande envolvimento, contudo há certas áreas em que poderia haver mais desenvolvimento de políticas públicas.
As empresas também enfrentam alguns desafios nesta área, sendo o mais comum o facto de olharem para a aprendizagem como algo "estruturado em vez de fluído", desta forma associam esta aprendizagem a "uma perda de produtividade". Outro ponto que se apresenta como um desafio para as empresas é o facto de muitas vezes o trabalhador estar "cansado, em burnout" do seu trabalho e não ter tempo a "perder" com formações ou novas aprendizagens.