Um ano após o lançamento em Portugal, a Customer Science & Analytics (CSA), joint venture da Havas Media Network com a Fullsix, faz um balanço positivo do primeiro ano de atividade, registando um crescimento superior a 60% e reforçando o seu posicionamento como braço de data, analytics e tecnologia do grupo. A operação portuguesa surge alinhada com a visão internacional da organização para 2026: acelerar a passagem da experimentação com inteligência artificial para uma fase de operacionalização real, segura e orientada para resultados concretos de negócio.
Ao longo de 2025, a CSA Portugal acompanhou mais de 20 clientes de setores como banca, hotelaria, retalho e serviços, apoiando-os na reorganização dos ecossistemas de dados, integração de fontes de informação e evolução das capacidades analíticas e de automação. Entre os clientes destacam-se empresas como Sonae MC, NOS, Montepio Crédito, Lanidor, Wells e Super Bock.
Em 2026, a empresa inicia o ano com uma carteira ativa superior a 30 clientes, refletindo a consolidação do modelo de atuação e a crescente procura por soluções que unem dados, tecnologia e tomada de decisão. A CSA destaca ainda o reforço das parcerias estratégicas com Salesforce e Google como um dos pilares deste crescimento.
Desde a sua criação, a CSA assumiu uma visão clara: os dados e a inteligência artificial deixaram de ser uma área experimental para se tornarem um imperativo operacional nas organizações. Segundo dados da McKinsey, cerca de 90% das empresas já utilizam IA em pelo menos uma função, mas apenas 39% conseguem associar essa utilização a impacto direto no EBIT.
Para a CSA, 2026 será o ano decisivo para a integração efetiva da IA nas operações das marcas. Ainda assim, a empresa alerta que muitas organizações continuam a enfrentar desafios relacionados com fragmentação tecnológica, proliferação de ferramentas e dificuldades em demonstrar impacto mensurável no negócio.
“Não é possível ajudar os clientes a operacionalizar a IA se não o fizermos primeiro enquanto organização”, afirma Guilherme Coelho, Managing Partner da CSA. “Em 2025 construímos processos e modelos de trabalho preparados para uma realidade onde pessoas, dados e tecnologia têm de funcionar como um sistema único.”
A empresa acredita que o próximo passo passa pela chamada “agentificação” dos dados e da inteligência artificial, ou seja, pela criação de sistemas autónomos capazes de apoiar e automatizar decisões de negócio de forma controlada e eficiente.
“Em 2026, a questão já não é se as marcas irão usar IA, mas quão bem a conseguem integrar nos seus sistemas, processos e decisões, com governação, confiança e impacto mensurável no negócio”, sublinha a CSA, citando dados da BCG que indicam que apenas 15% das organizações estão atualmente a atingir esse objetivo.
Para responder a este desafio, a CSA garante que continuará a investir em talento, modelos híbridos de trabalho e governação tecnológica, defendendo que a adoção da inteligência artificial só cria valor quando sustentada por estruturas sólidas de dados e processos.
Segundo Guilherme Coelho, “a agentificação só cria valor quando assenta em dados bem estruturados, arquiteturas sólidas e processos claros. O nosso foco não é lançar agentes, mas criar sistemas de decisão que funcionam de forma fiável, controlada e com impacto real no negócio.”