O recuo dos preços do petróleo, mesmo depois de os Estados Unidos terem negado uma reportagem da televisão estatal iraniana sobre um rascunho de acordo de paz provisório que afirmava que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz poderia voltar ao normal dentro de um mês após a sua entrada em vigor, impactou os mercados na Europa e nos Estados Unidos nesta quarta-feira e promete prolongar os ganhos nesta quinta-feira.

Os mercados pedem paz e isso explica que sejam muito sensíveis a qualquer sinal de melhoria do conflito.

Os mercados americanos devem assim abrir em terreno ligeiramente positivo nesta quinta-feira, com os futuros a refletirem um sentimento cauteloso mas otimista. O S&P 500 e o Nasdaq continuam perto de máximos históricos, impulsionados sobretudo pelo forte desempenho do setor tecnológico e de semicondutores, com empresas como a Micron a destacarem-se recentemente.

Os futuros do Dow Jones sobem cerca de 0,1% a 0,4%, o S&P 500 avança entre 0,1% e 0,3% e o Nasdaq mostra o ganho mais expressivo, perto de 0,6-0,7%, beneficiando da continuação do rally na tecnologia e inteligência artificial. Este otimismo é apoiado pela queda acentuada do petróleo, que reage positivamente aos progressos nas negociações entre os EUA e o Irão, com perspetivas de reabertura do Estreito de Ormuz, o que alivia pressões inflacionistas e favorece o consumo.

Na Europa, a abertura deverá ser igualmente ligeiramente positiva a mista, seguindo o tom dos futuros americanos e a descida do Brent. O Stoxx 600 tem mostrado resiliência e os principais índices como o DAX alemão, o CAC 40 francês e o FTSE 100 britânico devem começar o dia com ganhos modestos. O setor da energia e das mineradoras pode destacar-se positivamente devido ao petróleo mais baixo, enquanto a tecnologia e as defensivas mantêm atenção no contexto geopolítico atual.

Para amanhã, o foco estará nos dados económicos americanos, nomeadamente os Initial Jobless Claims, Durable Goods Orders e New Home Sales, que podem influenciar o sentimento dos investidores.

No geral, o ambiente base é de ligeiro otimismo, sustentado pelo progresso geopolítico e pela força do setor tech, mas com vigilância sobre qualquer reversão nas conversações com o Irão que possa fazer o petróleo recuperar.

Esta noite Donald Trump disse que o Estreito de Ormuz vai estar aberto a toda a gente, porque são águas internacionais e que os EUA irão vigiar, mas ninguém o vai controlar. Entretanto ameaçou Oman com bombardeamentos, “se não se comportarem”.

O presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu ainda que pode condicionar os termos do fim da guerra com o Irão à adesão de aliados árabes no Médio Oriente aos Acordos de Abraão sobre a normalização de relações com Israel.

A guerra da Rússia e Ucrânia continua sem fim à vista, com a Rússia a avançar lentamente. Zelensky enviou carta a Trump e ao Congresso a pedir ajuda para “proteger o espaço aéreo ucraniano dos mísseis russos” e tornou público o ato para pressionar os EUA, que até ao momento não comentaram.

Entretanto o porta-voz do Kremlin reiterou esta quarta-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, está disponível para negociar com a União Europeia sobre a “arquitetura de segurança” da Europa, avançaram meios de comunicação russos.