A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em intervenção no Parlamento, estabeleceu uma analogia entre os canais de denúncia de abusos na Prestação Social Única (PSU) e os mecanismos existentes para reportar corrupção. Durante o debate, a governante defendeu que os cidadãos devem utilizar os mesmos canais oficiais para reportar situações irregulares, reforçando a importância da transparência e do combate à fraude.

Questionada por vários partidos sobre o valor-base da nova prestação social unificada, que substituirá 13 apoios sociais não contributivos, a ministra não apresentou uma resposta concreta, limitando-se a reiterar que o novo modelo visa simplificar o sistema e garantir maior eficiência na distribuição dos recursos. A falta de detalhes gerou críticas da oposição, que exige maior clareza sobre o impacto financeiro para as famílias mais vulneráveis.

A PSU, prevista para entrar em vigor em 2025, tem sido alvo de polémica devido à possibilidade de cortes em benefícios historicamente atribuídos. A ministra, no entanto, assegurou que o novo modelo não resultará em perdas para os beneficiários, mas admitiu que ajustes pontuais poderão ser necessários para corrigir assimetrias do sistema atual.