
“Se os Estados Unidos continuarem a faltar às suas obrigações no âmbito do protocolo do acordo, o Irão não sentirá que tem de respeitar as suas próprias obrigações ao abrigo desse acordo”, indicou o representante iraniano nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, à televisão pública iraniana, numa declaração citada pela agência France-Presse (AFP).
A declaração acontece numa altura em que os líderes iranianos e norte-americanos trocam ameaças, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ameaçar, nas redes sociais, mais disparos de mísseis contra o Irão, após se terem ouvido pedidos para matar Trump durante o funeral do aiatola Ali Khamenei.
O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, prometeu vingar a morte do pai, considerando ser essa “a vontade da nação, que será certamente levada a cabo”, segundo a televisão estatal iraniana. Mojtaba Khamenei ainda não foi visto em público desde os ataques de 28 de fevereiro, que mataram o seu pai.
A troca de ameaças segue-se a dias de ataques aéreos dos Estados Unidos contra o Irão, em resposta a ataques iranianos a três navios no Estreito de Ormuz, e retaliações iranianas a nações árabes da região, segundo a Associated Press (AP).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já declarou que o cessar-fogo no âmbito do acordo acabou, mas que as negociações continuariam. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, viajou para Omã para encetar mais negociações, um dia após mediadores do Qatar se terem encontrado com responsáveis iranianos em Teerão.