O economista João Moreira Rato, é a proposta da DK Partners (que detém a acionista Tavrion PT04) para presidir à Pharol.
João Moreira Rato integra desde julho de 2025 o conselho de administração não executivo da Caixa Geral de Depósitos, e vai acumular o cargo de Presidente da Pharol (ex-PT SGPS) com o cargo no banco público, pelo que a sua eleição está condicionada à autorização do supervisor bancário (BCE/Banco de Portugal) que “se estima venha a ser formalizada até à data da AG”, refere a proposta publicada na CMVM.
A Tavrion que detém 19,56% do capital da Pharol vai levar à Assembleia Geral de 30 de julho, a proposta de João Moreira Rato para presidente do conselho de administração da Pharol, numa lista para os órgãos sociais da empresa que inclui ainda o atual diretor financeiro, Bernardo Amado, e o gestor João Ferreira Marques.
João Moreira Rato tem também funções de Senior Advisor na Morgan Stanley, posição que ocupa desde 2015, e de presidente da Direção do Instituto Português de Corporate Governance (IPCG) desde agosto de 2022.
Doutorado em Economia pela Universidade de Chicago em 2000, foi presidente do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública entre 2012 e 2014, tendo liderado a gestão da dívida soberana portuguesa durante o programa de assistência financeira. Em 2014, foi CFO do Banco Espírito Santo e, posteriormente, do Novobanco por um período de dois meses, na sequência da resolução do BES.
No setor privado, passou por Goldman Sachs, Lehman Brothers e Morgan Stanley em Londres, onde foi Executive Director nas divisões de Fixed Income e Debt Capital Markets entre 2010 e 2012. Presidiu ainda ao Conselho de Administração do Banco CTT de 2019 a 2023.
Atualmente é também membro não executivo do Conselho de Administração da Stitching Administratiekantoor (STAK) PREV desde 2024, consultor externo da Oliver Wyman no Dubai desde 2024 e membro independente da Comissão de Ética e Sustentabilidade da Greenvolt desde novembro de 2025.
Na academia, é professor convidado da Nova School of Business and Economics desde 2021 e da Nova IMS desde 2015.
A lista proposta pela DK Partners inclui igualmente Bernardo Rhodes Sérgio Amado, diretor financeiro da Pharol desde 2015, que anteriormente desempenhou funções de CFO na Ericsson Inovação, no Brasil, e na Timor Telecom. O gestor conta com mais de duas décadas de experiência nas áreas financeira, de mercados de capitais e relações com investidores.
Integra também a proposta João Ferreira Marques, fundador da ActiveCap Capital Partners e senior advisor da Bain Capital Credit, com um percurso de mais de 27 anos nos mercados internacionais de private equity, crédito estruturado e mercados de capitais. Antes, ocupou cargos de direção na Arrow Global, Whitestar, RBS, Fitch Ratings e BESI.
A DK Partners considera que a equipa reúne experiência em banca, mercados financeiros, governo societário e recuperação de ativos, competências que entende serem relevantes para a nova etapa da Pharol.
A eleição dos novos órgãos sociais será decidida pelos acionistas em assembleia-geral.
A Pharol (ex-PT SGPS) anunciou esta segunda-feira a renúncia de Luís Palha da Silva, presidente do conselho de administração e administrador-delegado, e de Rafaela Andrade Reis Figueira, membro não executivo do conselho de administração. As saídas foram comunicadas no dia 13 de julho e produzirão efeitos antes da assembleia geral marcada para 30 de julho.
A renúncia de Luís Palha da Silva e de Rafaela Figueira aos cargos que ocupavam no conselho de administração, terá assim efeitos antes da assembleia geral da sociedade agendada para o próximo dia 30 de julho.
Estas saídas ocorrem depois de a empresa cotada ter comunicado que a Dualis Capital adquiriu 48.404.173 de ações da antiga PT SGPS, ficando uma participação qualificada de aproximadamente 5,4%.
A Dualis não está envolvida na nomeação do novo conselho de administração.
A participação da nortenha Dualis Capital na Pharol é imputada, em partes iguais, às suas sócias IDS SGPS, que é controlada em 70% pelo empresário Eduardo Sardo, e a Global F Holdings SGPS, que tem como acionista dominante Gaspar Ferreira da Silva (59,985%) e o seu irmão José Joaquim Soares Pinto Silva (39,985%).
Recorde-se que recentemente saiu Diogo Pereira da administração da Pharol que representava a Tavrion PT04 (da DK Partners) – que em junho passou a deter 19,55% da Pharol, por transferência do fundo Burlington Loan Management, efetuada por 10,4 milhões de euros, tendo comprado as participações da Oi e do Novobanco.