O Algarve recebe entre 31 de julho e 2 de agosto o Portugal Invitational, a primeira prova do circuito PGA Tour Champions realizada em Portugal. A competição reúne 78 jogadores de 17 países, incluindo cinco membros do World Golf Hall of Fame e 18 antigos participantes na Ryder Cup, entre os quais seis capitães da competição. O torneio disputa-se no The Els Club Vilamoura, ao longo de 54 buracos, e tem um prémio monetário de três milhões de dólares.

Entre os nomes em competição estão Tom Lehman, vencedor do The Open Championship em 1996 e antigo número um mundial, Ernie Els, Pádraig Harrington, Bernhard Langer, Miguel Ángel Jiménez, Colin Montgomerie, Darren Clarke, Retief Goosen, Stewart Cink, Zach Johnson, Justin Leonard, K.J. Choi e Steven Alker. “Este é um evento que coloca Portugal no radar de milhões de pessoas em mercados muito importantes para o turismo. Dá-nos uma enorme visibilidade internacional e reforça a confiança de quem procura o país para jogar golfe ou para passar férias”, diz Nuno Sepúlveda, presidente do Conselho Nacional da Indústria do Golfe (CNIG).

O golfe gera mais de 4,1 mil milhões de euros para a economia portuguesa, representa cerca de 1,6% do PIB e é um dos grandes motores do turismo fora da época alta. Os períodos de maior intensidade de praticantes de golfe ocorrem entre março e maio e entre setembro e novembro, contribuindo desta forma para a redução da sazonalidade turística. “O principal desafio passa por continuar a aumentar a competitividade do destino, num contexto internacional cada vez mais exigente”, acrescenta Nuno Sepúlveda.

O setor registou um crescimento de 5% em 2023, com mais de 2,4 milhões de voltas a nível nacional. O perfil de visitantes por origem voltou a alinhar-se com a realidade pré-pandemia com o claro predomínio de golfistas estrangeiros (74%). “A marca Portugal Golf surge precisamente para consolidar esse posicionamento e dar-lhe uma nova dimensão agregadora. O nosso objetivo é claro: reforçar o golfe como um motor económico relevante para o País e, simultaneamente, torná-lo uma prática cada vez mais acessível”, afirma Pedro Nunes Pedro, presidente da Federação Portuguesa de Golfe.

Segundo a consultora Future Market Insights, o mercado global de turismo de golfe deverá atingir 40 mil milhões de dólares (35 mil milhões de euros) até 2033, registando uma taxa de crescimento anual de 5,8%. A sustentabilidade do golfe passa por conseguir atrair novos públicos, principalmente as camadas mais jovens. “Há escolas onde o golfe já é lecionado e a nossa aposta é que o desporto escolar ganhe expressão”, conclui Pedro Nunes Pedro.