O Brasil bateu o seu recorde na produção de petróleo em junho ao extrair 4,475 milhões de barris por dia, um aumento de 19,1% face a igual mês do ano anterior, informou o Governo brasileiro.

Os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o pré-sal (reservas petrolíferas em águas ultra-profundas) já responde por mais de 80% do volume produzido.

A produção de petróleo no mês de junho cresceu também 4% em relação a maio deste ano.

Somando petróleo e gás natural, a produção nacional atingiu 5,842 milhões de barris de petróleo equivalente por dia, enquanto a produção de gás natural alcançou 217,35 milhões de metros cúbicos diários, uma alta de 19,7% na comparação anual.

O pré-sal respondeu por 4,788 milhões de barris de crude por dia, o equivalente a 82% da produção brasileira, após um aumento de 24% em relação a junho do ano passado, e foi obtida através de 198 poços.

Segundo a ANP, o aproveitamento do gás natural foi de 97% em junho, tendo sido disponibilizados ao mercado 64,36 milhões de metros cúbicos por dia.

A queima de gás natural totalizou 6,63 milhões de metros cúbicos por dia, uma subida de 10,1% em termos homólogos, atribuída principalmente ao comissionamento da plataforma P-79, no campo de Búzios.

Os campos marítimos responderam por 98,1% da produção de petróleo e por 87,6% da produção de gás natural, enquanto a Petrobras, sozinha ou em consórcio, foi responsável por 87,08% do volume nacional.

O campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, manteve-se como o maior produtor de petróleo do Brasil, com 1,02 milhão de barris por dia, enquanto Mero liderou a produção de gás natural, com 48,73 milhões de metros cúbicos diários.

Na semana passada, a autoridade tributária e aduaneira do Brasil (Receita Federal) anunciou que o país registou um aumento de 1.629%, em termos reais, na arrecadação de impostos no setor de extração de petróleo e gás natural, em comparação com junho do ano anterior, num contexto de valorização das commodities no mercado internacional devido ao conflito no Médio Oriente.

A receita extra do Governo brasileiro com receitas do petróleo tem sido usada para custear iniciativas temporárias, como a subvenção do preço dos combustíveis no país, como forma de conter o aumento da inflação devido aos efeitos da guerra no Médio Oriente, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que respondeu com ataques a interesses norte-americanos na região.