O ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, defendeu que as “portas escancaradas” à migração “não deram bom resultado”, mas sublinhou que Portugal está recetivo a acolher todos os imigrantes que tenham condições para trabalhar.

“Todos os imigrantes que quiserem entrar em Portugal e que tenham condições para trabalhar, designadamente se tiverem um emprego e uma casa, entram com grande facilidade, há quase que uma via verde”, afirmou, em declarações aos jornalistas em Gavião, distrito de Portalegre, à margem da assinatura de um contrato no âmbito do Programa Crescer com o Turismo.

“Só temos limitação à entrada indiscriminada de qualquer pessoa que queira entrar, isso não pode ser, as portas escancaradas não deram bom resultado, mas quem tiver condições de trabalhar é muito bem-vindo a Portugal”, acrescentou.

O governante lembrou que “não há praticamente desemprego” em Portugal, com o desemprego “em mínimos” e o volume de emprego “em máximos”. “O facto de não haver desemprego é uma vantagem enorme para o país. É necessário mais gente para trabalhar, e nós estamos abertos à imigração que tenha condições para trabalhar”, defendeu.

Sobre a economia, Castro Almeida destacou que os números “são globalmente bastante positivos”: o PIB cresceu 2,5% no último trimestre (0,8% em cadeia, o dobro da média europeia), a inflação tem vindo a baixar há três meses consecutivos, as contas públicas estão equilibradas, e as exportações e o turismo estão a crescer.

O ministro lamentou que o aumento dos combustíveis “embaraça a inflação”, que se situa em 3%, mas afirmou que sem esse fator estaria “bem mais baixa”.

Relativamente à dívida pública, considerou que o recente aumento é “totalmente circunstancial”, esperando que continue a descer até ao final de 2026. “O que conta é comparar a dívida pública do final de 2025 com a dívida no final de 2026. Aí não tenho dúvida nenhuma que vai continuar a descer”, disse.

Por fim, o ministro alertou que Portugal ainda está a 80% do PIB per capita europeu, sublinhando que “é preciso diminuir” a inflação e continuar a dar passos no sentido certo para aproximar o país da média europeia.