O grupo segurador italiano Generali alcançou um lucro líquido de 2.538 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, o que representa um crescimento de 17,9% face aos 2,152 milhões registados no mesmo período do ano anterior.

Em termos ajustados, o resultado líquido ascendeu a 2.543 milhões de euros, um aumento de 13,7% em comparação com os primeiros seis meses de 2025, impulsionado por um “excelente desempenho operacional” em todos os segmentos do grupo. O resultado por ação (EPS) ajustado cresceu 14,3%, fixando-se nos 1,68 euros.

O resultado operacional consolidado da Generali fixou-se nos 4.505 milhões de euros no final de junho, uma subida de 11,2% em termos homólogos, impulsionado pelos contributos positivos do ramo Vida, do ramo Não-Vida (P&C) e da gestão de ativos e patrimónios (Asset & Wealth Management).

Os prémios brutos emitidos (GWP) totalizaram 53.419 milhões de euros no semestre, traduzindo um crescimento de 5,8%. O segmento Não-Vida registou uma progressão de 6,3%, atingindo os 19.971 milhões de euros, enquanto o segmento Vida avançou 5,5%, para 33.449 milhões de euros.

As entradas líquidas no ramo Vida apresentaram uma recuperação expressiva de 33,9%, somando 8.326 milhões de euros — um valor recorde para um primeiro semestre —, impulsionadas pela forte procura por soluções de poupança tradicional na Ásia e na Alemanha, bem como pelo desempenho dos produtos de proteção e saúde. O valor do negócio novo (NBV) disparou 21,1%, situando-se nos 1.890 milhões de euros.

O segmento de gestão de ativos e patrimónios (Asset & Wealth Management) destacou-se com um crescimento de 31,3% no resultado operacional, subindo para 735 milhões de euros. Dentro desta área, o resultado operacional da Banca Generali disparou 45,8% para 401 milhões de euros, enquanto o da unidade de Asset Management aumentou 17,3% para 334 milhões de euros.

No ramo Não-Vida, o resultado operacional cresceu 4,7%, fixando-se nos 2,141 milhões de euros. O rácio combinado (Combined Ratio) situou-se nos 91,5%, o que representa um ligeiro agravamento de 0,5 pontos percentuais em relação ao período homólogo, penalizado pelo impacto acrescido de perdas associadas a catástrofes naturais, que contribuíram com 3,6 pontos percentuais para o rácio (face a 1,7 pontos percentuais no 1H2025).

Em Portugal, o resultado operacional no ramo Vida cifrou-se em 18 milhões de euros (contra 10 milhões no período homólogo), enquanto o resultado operacional no ramo Não-Vida fixou-se em 63 milhões de euros (face a 69 milhões no primeiro semestre de 2025), com um rácio combinado de 94,9%.

O total de ativos sob gestão (AUM) do grupo atingiu os 944 mil milhões de euros no final de junho, uma subida de 4,9% relativamente ao fecho do ano de 2025.

A posição de capital da Generali manteve-se “muito sólida”, registando um rácio de Solvência II de 216% (comparado com 219% no final do ano transato), já incorporando o programa de recompra de ações no valor de 500 milhões de euros com início marcado para 10 de agosto.

Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) do grupo Generali, Philippe Donnet, destacou que os resultados demonstram um “progresso muito forte” na execução do plano estratégico ‘Lifetime Partner 27: Driving Excellence’.

“O nosso desempenho reflete a dedicação de todos os colaboradores e da nossa rede de distribuição. Olhando para o futuro, vamos manter este momento positivo graças à nossa consistência, disciplina e visão de longo prazo”, afirmou o gestor.

A Generali reiterou as suas metas financeiras para o período 2025-2027, que preveem uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) do lucro por ação de 8% a 10%, uma geração cumulativa líquida de caixa superior a 11 mil milhões de euros e o pagamento de mais de 7 mil milhões de euros em dividendos cumulativos aos acionistas.