Em uma análise que remete aos ensinamentos milenares de Sun Tzu, o livro “A Arte da Guerra” se torna uma metáfora poderosa para as estratégias políticas brasileiras. O ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo seus apoiadores, teria aplicado princípios de guerra para vencer as eleições contra o Partido dos Trabalhadores (PT).

A tese, amplamente divulgada em círculos políticos, sugere que Bolsonaro utilizou táticas de surpresa, inteligência emocional e mobilização de base para superar a máquina partidária do PT. A comparação com o clássico de Sun Tzu, que prega a importância de conhecer a si mesmo e ao inimigo, é usada para justificar o resultado das urnas.

Por outro lado, analistas apontam que a polarização política no Brasil durante as eleições foi alimentada por estratégias de comunicação digital, desinformação e redes sociais, elementos não previstos no tratado de guerra antigo, mas que se mostram decisivos na política moderna. A eleição de 2018, que levou Bolsonaro ao Planalto, foi marcada por uma forte rejeição ao PT, impulsionada pela operação Lava Jato e pelo desgaste do governo Dilma Rousseff.

O uso de “A Arte da Guerra” como referência reflete a tentativa de dar um verniz intelectual à disputa política, mas também evidencia a intensidade de um confronto que ultrapassou as ideologias e se tornou uma batalha existencial entre os dois campos. A vitória de Bolsonaro, assim, não é apenas um fato histórico, mas um símbolo da capacidade de mobilização e da força do discurso antissistema, que seguirá influenciando as próximas eleições.

Enquanto isso, o PT tenta se reerguer, apostando na memória de seus governos e em uma narrativa de reconstrução. Mas, para os que veem em Bolsonaro um estrategista no estilo de Sun Tzu, a mensagem é clara: “Aquele que vence é o que sabe quando lutar e quando não lutar”. Resta saber se essa máxima se aplicará em 2026.