O Banco Português de Fomento (BPF) apresentou esta segunda-feira publicamente os impactos e os resultados financeiros relativos ao exercício de 2025, bem como a atividade operacional registada nos primeiros cinco meses de 2026.

O balanço global traduz um crescimento na escala de atuação da instituição liderada por Gonçalo Regalado, rumo à consolidação como o banco soberano de Portugal e como ‘peça central na execução das políticas públicas de investimento e dinamização do tecido empresarial nacional’.

No plano financeiro, o BPF alcançou um resultado líquido individual de 7,8 milhões de euros em 2025, uma queda de 57% face a 2024. O resultado líquido consolidado do Grupo BPF, que inclui as participadas Portugal Ventures, Fomento Fundos e SOFID, fixou-se nos 10 milhões de euros, uma queda de 50,5% face aos 20,2 milhões de euros registados em 2024.

Do ponto de vista da eficácia económica, o grande destaque reside na mobilização de mais de 10,75 mil milhões de euros em instrumentos de investimento e financiamento, apoiando diretamente mais de 32 mil empresas nacionais. Este montante distribui-se por 8.600 milhões de euros em garantias (30 mil operações), 1.100 milhões em subvenções (1.800 empresas), 750 milhões em investimento de capital (200 empresas) e 400 milhões em crédito direto a oito projetos estruturantes.

O BPF anunciou ainda que a Comissão Europeia aprovou o prolongamento do seu mandato até ao final de 2032, garantindo estabilidade regulatória para continuar a alavancar a inovação, a transição climática e o crescimento sustentável das empresas em Portugal.