O novo primeiro-ministro britânico, o trabalhista Andy Burnham, que sucedeu a Keir Starmer como líder do Partido Trabalhista na semana passada, já está a escolher a sua equipa. Na sua primeira intervenção como titular do cargo, Burnham disse que quer trazer de volta a esperança aos britânicos e aos trabalhistas. A sua promessa principal é um plano de 10 anos para resgatar o país.
No seu primeiro discurso, proferido sem anotações, Burnham prometeu agir rapidamente sobre o custo de vida, mas também delineou um plano de longo prazo. Ele enfrentará eleições até agosto de 2029, o que significa que o plano terá de mostrar resultados nos próximos três anos. Entre as suas primeiras medidas, ordenou às autoridades que trabalhassem para acabar com a falta de habitação no Reino Unido.
Surpreendentemente, Burnham realizou a sua primeira ligação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que no seu primeiro mandato apoiou os ‘brexiters’ e não cumpriu promessas de um acordo comercial de largo espectro. A ligação foi para convidar Trump para Manchester, onde se deve realizar a cimeira do G20 no próximo ano, e discutir possíveis aprovações de novos projetos de petróleo e gás no Mar do Norte.
Entretanto, Burnham já substituiu os aliados mais próximos de Starmer no gabinete, incluindo Rachel Reeves, David Lammy, Peter Kyle e Richard Hermer. O secretário de habitação, Steve Reed, foi o primeiro a sair.
As suas prioridades incluem a reforma do sistema de assistência social, o reforço do sistema nacional de saúde, o aumento do valor abaixo do qual os britânicos não pagam imposto sobre o rendimento, e a flexibilização das regras de endividamento governamental. Burnham também quer focar-se na reindustrialização, no uso de contratos públicos estratégicos para impulsionar empresas nacionais, e em medidas mais rígidas para reduzir a imigração ilegal.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy já falou com Burnham, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von Der Leyen, expressou esperança de fortalecer a parceria UE-Reino Unido. Líderes de França, Alemanha, Austrália, Itália, Países Baixos e Canadá também enviaram votos calorosos.