O café registou na passada segunda-feira a maior subida diária desde o início deste século. Durante a sessão os contratos de café arábica chegaram a valorizar quase 18% e encerram o dia com uma subida de 15%, passando a barreira dos 350 cêntimos por libra pela primeira vez desde janeiro, a maior variação de preço num único dia desde 2000, assinalou a corretora XTB. O clima foi o fator que contribuiu para este disparo na matéria-prima.

As condições meteorológicas estão mais uma vez a ditar a dinâmica do mercado, impulsionando os preços do café até aos 350 cêntimos por libra, atingindo quase os níveis mais elevados deste ano. Na região brasileira de Minas Gerais, responsável pela maior parte da produção mundial de arábica, fortes chuvas em junho de 2026, com precipitação quase 2000% superior à média histórica, impediram a entrada de maquinaria nos campos e deterioraram a qualidade dos grãos.

A variedade Robusta também subiu 8%, ultrapassando os 4100 USD por tonelada, influenciada pelo fenômeno climático El Niño que afeta a produção no Sudeste Asiático. Os fundos de investimento começaram a cobrir posições curtas, reagindo à confirmação da anomalia climática.

Os stocks de Arábica certificada monitorizados pela ICE diminuíram para o nível mais baixo em mais de dois anos, indicando escassez de mercadorias físicas. No Vietname, importante produtor de Robusta, os agricultores enfrentam seca precoce e aumento de custos.

Análises históricas sugerem que agosto é frequentemente um dos melhores meses para os preços do café, e o potencial de crescimento pode persistir até ao final do ano.