As famílias com revisão do contrato de crédito à habitação em maio devem preparar-se para um novo agravamento mensal. Segundo os dados da DECO PROteste, a Euribor a 6 e 12 meses atingirá valores que não se registavam há mais de um ano.

A acalmia que se sentia no mercado hipotecário sofreu um revés. Apesar de uma ligeira descida face aos picos de março — provocados pela instabilidade no Médio Oriente —, as médias mensais da Euribor em abril voltaram a subir. Este movimento terá um impacto direto e imediato nas carteiras dos portugueses que tenham as suas prestações atualizadas já no próximo mês.

A tendência de subida das últimas semanas reflete-se nos diferentes prazos do indexante. A Euribor a 6 meses é o indexante mais comum em Portugal e atingirá a média mensal mais elevada desde março de 2025. Já a Euribor a 12 meses vai registar o nível mais alto do último ano e meio. Por sua vez, a Euribor a 3 meses irá manter igualmente a trajetória de pressão ascendente.

De acordo com os cenários traçados pela DECO PROteste, para um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos (com spread de 1%), os aumentos previstos são: Euribor a 3 meses corresponde a mais 12 euros mensais; Euribor a 6 meses será mais 28 euros; e Euribor a 12 meses será de mais 49 euros mensais.

Este impacto será sentido de forma progressiva, à medida que os contratos forem atingindo a sua data de revisão.

Num cenário de incerteza geopolítica que pode ditar novas subidas, a DECO PROteste aconselha as famílias a reverem os seus orçamentos. A organização destaca a taxa mista como uma “alternativa relevante”, especialmente com períodos de fixação curtos (até dois anos), permitindo estabilizar a prestação face à volatilidade atual.