Foi um filme de suspense até ao fim, com cenas de terror para quem teve de avaliar os Exames Nacionais ou esperar pelas notas. Entre efeitos especiais falhados e um script que foi mudando a cada dia, o ministro quis ser realizador mas acabou como protagonista de uma reforma que deixa mais interrogações que certezas para o futuro.
O processo deste ano foi marcado por atrasos, falta de clareza nas orientações e uma comunicação que oscilou entre o tranquilizador e o contraditório. Para muitos alunos e professores, o sentimento foi de verdadeira odisseia — com direito a momentos de tensão dignos de um thriller.
Apesar das declarações oficiais de que o caos era um exagero, os relatos de escolas e famílias indicam o contrário: prazos não cumpridos, plataformas informáticas a funcionar mal e uma sensação de desorganização que abalou a confiança no sistema.
Com este cenário, o futuro dos exames nacionais fica envolto em dúvidas. Será que a reforma vai corrigir os erros ou repeti-los? A resposta, para já, permanece em suspenso.