Os Certificados de Aforro (CA) continuam a destacar-se como uma das soluções de poupança mais competitivas do mercado português. Apesar de alguns ajustamentos pontuais na oferta bancária, os depósitos a prazo continuam, na sua maioria, a apresentar taxas inferiores às disponibilizadas pelos Certificados de Aforro, sobretudo nos prazos mais longos.

A análise da oferta de junho de 2026, feita pelo Jornal Económico, confirma que os Certificados de Aforro continuam a ser o produto de poupança mais atrativo em Portugal apesar de existirem algumas ofertas promocionais competitivas para prazos muito curtos.

Num mercado em que apenas BPI e Millennium BCP reforçaram as suas taxas de juros dos depósitos face ao mês anterior, os Certificados de Aforro continuam a afirmar-se como a principal referência para quem procura maximizar o retorno das suas poupanças sem comprometer a segurança do capital.

Assim, com base no benchmark de junho de 2026, os Certificados de Aforro (CA) continuam a destacar-se como a solução de poupança com melhor equilíbrio entre rentabilidade, segurança e liquidez quando comparados com os Depósitos a Prazo (DP) disponibilizados pelos principais bancos portugueses. A análise comparativa da oferta de junho evidencia que os CA mantêm uma posição de liderança em termos de rentabilidade nos principais horizontes temporais, superando a generalidade das propostas da banca tradicional.

Os CA mantêm uma clara vantagem nos prazos de 12, 24 e 36 meses, conjugando elevada rentabilidade, segurança, liquidez e acessibilidade.

Apenas BPI e Millennium BCP reforçaram as taxas dos depósitos em junho

Comparativamente ao mês anterior, verificou-se uma evolução modesta da oferta bancária. Apenas dois bancos reforçaram as suas propostas através do aumento das taxas de juro oferecidas face ao mês anterior, o BPI e o Millennium BCP.

Esta tendência demonstra que a concorrência entre os produtos continua relativamente contida, não sendo suficiente para alterar de forma significativa o posicionamento competitivo dos Certificados de Aforro.

Depósito Prazo de 3 meses o Bankinter mantém liderança e nos depósitos a prazo de 6 meses a CGD lidera para novos clientes

No segmento dos depósitos a prazo de curto prazo (três meses), o Bankinter continua a destacar-se através de duas soluções promocionais que mantêm as melhores taxas do mercado. No “Boas-Vindas Net” – destinado a novos clientes com 2,75% (Taxa Fixa), com limite de 100 mil euros e apenas uma subscrição por cliente e no Top Premier com 2,50% (Fixa) – para novos capitais, e montantes entre 50 mil euros e 500 mil euros.

Estas ofertas continuam a liderar o ranking de rentabilidade para aplicações de curto prazo, embora estejam sujeitas a condições específicas de elegibilidade.

Os Certificados de Aforro Série F apresentam uma TANB de 2,356% (crescente trimestral), mantendo-se muito competitivos. Portanto, o Bankinter oferece as taxas mais altas para quem cumpre as condições específicas (novos clientes ou novos capitais), mas os CA mantêm-se uma excelente alternativa universal sem restrições complexas.

Outras ofertas relevantes da banca são o Bankinter Top (2,25%); o Caixa Agrícola Net Super (1,75%) e o Millennium BCP Poupança Ordenado (1,75%).

Para aplicações a seis meses, a Caixa Geral de Depósitos mantém a liderança através de um produto direcionado a novos clientes, o Depósito a Prazo Boas Vindas a 3,00% (Fixa). Mas, esta solução apresenta uma limitação relevante: o montante máximo de aplicação está restrito a 5.000 euros, reduzindo o seu interesse para investidores que pretendam aplicar capitais mais elevados. Este depósito é exclusivo na app CGD para novos clientes.

Aqui, os CA mantêm a TANB de 2,356%.

Outras ofertas competitivas neste prazo são os depósitos Bankinter Top Premier (2,00%); Bankinter Top (1,75%); e Millennium BCP Let’s Go (1,75%) – para jovens. Há várias opções Millennium BCP APP e Montepio entre 1,4% e 1,6%.

Mas em conclusão a CGD lidera em taxa nominal para pequenos montantes de novos clientes, mas para valores mais elevados os CA são claramente mais vantajosos.

Certificados de Aforro lideram nos prazos mais longos

Nos horizontes de médio e longo prazo, os Certificados de Aforro continuam a apresentar a melhor rentabilidade do mercado. A análise evidencia que os CA assumem a liderança nos seguintes prazos: 12 meses; 24 meses; e 36 meses.

Esta vantagem torna-se particularmente relevante para aforradores que privilegiam uma estratégia de poupança estável e de longo prazo, sem necessidade de assumir riscos adicionais.

A 12 meses os CA apresentam TANB de 2,37% (crescente trimestral). Neste prazo os melhores depósitos são do Banco Montepio (há várias opções cuja taxa varia de 1,5% a 1,7%); do Millennium BCP APP (até 1,6%); da CGD Depósito Caixa Especial (1,6%); e do Bankinter Net (1,5%). A maioria das ofertas bancárias fica abaixo dos 1,6%-1,7%, tornando os CA a escolha mais rentável para este horizonte temporal.

Nos prazos mais longos (18, 24 e 36 meses) os Certificados de Aforro reforçam a liderança. A 24 meses a TANB é de 2,50% e a 36 meses a TANB é de 2,54%. As melhores ofertas bancárias (Montepio, BPI, Caixa Agrícola) rondam os 1,6% a 2,0% em casos muito específicos, ficando geralmente bastante abaixo dos CA.

Os Certificados de Aforro continuam assim a apresentar uma forte atratividade face à oferta concorrente em praticamente todos os prazos analisados.

Para além da rentabilidade competitiva, os Certificados de Aforro continuam a reunir um conjunto de características que reforçam a sua atratividade: Capital garantido pelo Estado Português; possibilidade de resgate antecipado após o período mínimo legal; montante mínimo de subscrição reduzido; e ausência das restrições frequentemente associadas às campanhas promocionais da banca.

Enquanto muitos depósitos mais rentáveis exigem novos clientes, novos capitais ou limites específicos de montante, os Certificados de Aforro apresentam condições de acesso mais simples e abrangentes. Os Certificados oferecem maior rentabilidade na maioria dos prazos e montantes; segurança total (garantidos pelo Estado Português); liquidez elevada (possibilidade de resgate antecipado com penalização reduzida); e acessibilidade (subscrição online simples, sem necessidade de ser cliente de um banco específico ou domiciliar ordenado).

A combinação entre rentabilidade, garantia do Estado, liquidez e acessibilidade mantém este produto como uma das opções mais interessantes para os aforradores portugueses.