Enquanto o Médio Oriente está num impasse e aguarda pelas negociações de paz, os hackers iranianos têm estado a trabalhar com modelos de Inteligência Artificial fabricados nos Estados Unidos, como o ChatGPT e o Gemini, para acelerar operações cibernéticas. De acordo com o Financial Times, estas ferramentas ocidentais estão a ser usadas para desenvolver malware, elaborar mensagens de phishing em hebraico e árabe perfeitos e desencadear ataques em escala e velocidade sem precedentes.
Especialistas em cibersegurança indicam que o Irão está a utilizar instruções de IA em todo o processo cibernético, o que ajuda a ‘elevar o seu nível’. Esta tecnologia permite ao país manter pressão digital sobre adversários mais avançados, como os EUA e Israel, varrendo a internet em busca de vulnerabilidades e protegendo as suas próprias fraquezas. Os hackers iranianos chegam a usar IA para criar identidades convincentes e enganar alvos.
Os Emirados Árabes Unidos enfrentam mais de meio milhão de ciberataques por dia, com a ajuda do ChatGPT, enquanto Israel é bombardeado com sucessivas vagas de e-mails e mensagens de phishing. A Google detetou o grupo apoiado pelo Estado APT42 a usar o modelo Gemini para se passar por responsáveis de RH de empreiteiros de defesa. A OpenAI afirma reportar e interromper tentativas de uso indevido, mas detetar novas contas torna-se um jogo de gato e rato.