A Concours Mondial de Bruxelles (CMB) e a Amorim Cork anunciaram o lançamento do primeiro programa estruturado de reciclagem de rolhas de cortiça na história dos concursos de vinhos. A parceria visa fechar o ciclo de utilização deste material, promovendo a economia circular e a sustentabilidade no setor vitivinícola.
A iniciativa, considerada um marco pelas duas organizações, permite recolher as rolhas utilizadas durante as provas e transformá-las em novas aplicações industriais e de design. Na edição de 2026 do concurso, mais de 15.000 rolhas foram recolhidas em apenas três dias de evento, provenientes das garrafas provadas pelo júri internacional. Essas rolhas serão entregues à Amorim Cork para serem reutilizadas em setores como calçado, acessórios de moda, componentes aeroespaciais, isolamento de alto desempenho, embarcações e construção.
“Isto é mais do que reciclagem: é uma afirmação sobre o futuro da cortiça e sobre a nossa responsabilidade partilhada para com o planeta”, afirmou Carlos de Jesus, diretor de comunicação da Amorim Cork, congratulando o CMB pela iniciativa.
Baudouin Havaux, presidente do CMB, destacou a relação de décadas com a empresa portuguesa, lembrando que a confiança mútua permitiu, em 2006, realizar a primeira edição internacional do concurso fora da Bélgica. O anúncio coincide com a confirmação de que Portugal vai acolher, em 2027, as sessões de Vinhos Tintos e Brancos e de Vinhos Doces e Fortificados do prestigiado concurso, fundado em 1994 e que recebe anualmente mais de 15.000 inscrições.
A Corticeira Amorim, líder mundial na transformação de cortiça, registou em 2025 vendas consolidadas de 861 milhões de euros, das quais 80% corresponderam à comercialização de cerca de 5,2 mil milhões de rolhas.