O Governo realizou esta sexta-feira um Conselho de Ministros em Guimarães, cidade berço de Portugal, com a cultura a ocupar um lugar central na agenda executiva. Foram aprovadas medidas para as comemorações dos 900 anos da independência nacional, a celebrar em 2028, e ainda um novo regime de mecenato cultural que visa incentivar o investimento privado no setor.

No entanto, a reunião foi ofuscada pela situação crítica de risco máximo de incêndio que assola grande parte do país. O executivo reforçou o estado de alerta e mobilizou meios adicionais de combate a fogos, reconhecendo que a prioridade imediata é a segurança de pessoas e bens.

O primeiro-ministro destacou que "Guimarães é o símbolo da nossa história e é aqui que começamos a preparar o futuro", referindo-se às comemorações do nono centenário. Já o ministro da Cultura anunciou que o novo mecenato permitirá deduções fiscais alargadas para empresas que apoiem projetos culturais, museus e património histórico.

Apesar do foco cultural, os incêndios dominaram as declarações finais, com o Governo a apelar à população para extremar os cuidados e a anunciar a proibição de queimadas e o reforço da vigilância aérea nos distritos mais afetados.