No seu 50.º aniversário, a EDP anunciou planos ambiciosos de investimento nas redes elétricas, com um montante de 3 mil milhões de euros previsto até 2030. O CEO Miguel Stilwell d’Andrade destacou o percurso da empresa, marcado por decisões contraintuitivas que a transformaram de uma empresa focada em produção térmica e hídrica para uma líder em energias renováveis. Atualmente, mais de 90% da produção da EDP é renovável.

A internacionalização, iniciada no final dos anos 90 com a entrada no Brasil, foi crucial para o crescimento. A aquisição da Hidrocantábrico em Espanha (2001) e a expansão para os EUA (2007) foram marcos importantes. O CEO sublinhou que a empresa soube superar crises como o subprime e a troika, mantendo-se autónoma e resiliente.

Para o futuro, Stilwell alerta para o risco de desequilíbrio entre oferta e procura de energia, especialmente devido ao crescimento de data centers. Defende a necessidade de licenciamentos mais rápidos e de redes mais robustas. Após o recente blackout na Península Ibérica, a EDP vai reforçar a capacidade de arranque autónomo do sistema elétrico, aumentando para quatro as centrais com capacidade de ‘blackstart’.

A estratégia futura da EDP passa por reforçar o investimento em Portugal e Espanha, especialmente nas redes, e manter o foco em renováveis (eólica, solar, baterias), complementadas pelo gás. O CEO descartou o nuclear devido aos altos custos e à necessidade de garantias estatais.