O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, afirmou que o Egipto deverá aderir ao pacto de defesa mútua recentemente assinado entre a Arábia Saudita, o Paquistão e a Turquia. “O Egipto já é o nosso parceiro natural em todas as questões. Penso que, na próxima etapa, o país estará também connosco no seio da aliança”, declarou Fidan, em declarações citadas pela imprensa internacional.
O Acordo de Meca, assinado na sexta-feira, surge num contexto de tensões elevadas no Médio Oriente, marcado por ataques de mísseis iranianos e de milícias aliadas contra o território saudita. A aliança, que une a riqueza energética da Arábia Saudita, o complexo militar-industrial da Turquia e o poder militar do Paquistão, é vista como uma resposta à percebida falta de fiabilidade do escudo de segurança norte-americano.
“Segundo a visão do nosso presidente, não nos devemos limitar a três países. Devemos expandir-nos e, se necessário, reunir todos os países sob este mesmo teto”, assegurou Fidan. O chefe da diplomacia turca indicou que outros países manifestaram interesse em aderir, mas pediram para não serem nomeados. Analistas apontam o Kuwait e o Qatar como potenciais candidatos, além do Egipto.
O Irão reagiu negativamente ao pacto, considerando-o uma “cópia islâmica da NATO”. Os Estados Unidos veem o acordo com cautela pragmática, interpretando-o como um mecanismo para conter a agressividade iraniana, mas monitorizam a autonomia militar do novo eixo. Para a Turquia, o acordo consolida a sua projeção de poder e abre novos mercados de exportação militar; para o Paquistão, garante investimentos do Golfo.
Enquanto isso, em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou o mais recente roteiro de paz apresentado por Washington e aceite pelo Hamas, condicionando qualquer retirada israelita a um desarmamento “real” do movimento islâmico. “As Forças de Defesa de Israel não efetuarão qualquer retirada até ao desarmamento do Hamas”, afirmou Netanyahu, sublinhando que a existência de Israel não está sujeita a negociação.