A Emirates anunciou que concluiu a modernização de 100 aeronaves no âmbito de um programa de renovação da frota avaliado em cinco mil milhões de dólares, que prevê abranger um total de 219 aviões até ao final do projeto.

Segundo a companhia aérea, o programa, iniciado em novembro de 2022, permitiu renovar integralmente 47 Airbus A380 e 53 Boeing 777, envolvendo mais de 400 engenheiros e técnicos que acumularam 4,4 milhões de horas de trabalho.

A Emirates prevê modernizar cerca de mais 20 aeronaves até ao final de dezembro deste ano, ultrapassando assim metade da execução do plano de investimento, que visa renovar os interiores da frota e melhorar a experiência dos passageiros.

Entre as principais alterações realizadas está a instalação de uma nova cabine de Económica Premium em todas as aeronaves intervencionadas. No total, foram acrescentados mais de 3.800 lugares nesta classe, permitindo alargar a sua disponibilidade a um maior número de rotas da transportadora.

Em comunicado, o presidente da Emirates Airline, Tim Clark, afirmou que a conclusão da renovação de 100 aviões de fuselagem larga em 44 meses representa “uma conquista significativa”, acrescentando que o investimento permitirá oferecer níveis superiores de conforto e qualidade em todas as classes de serviço.

O programa de modernização foi anunciado em 2021 para abranger inicialmente 105 aeronaves, tendo sido posteriormente alargado para 191 e, mais tarde, para 219 aviões, na sequência da procura dos passageiros. A primeira aeronave renovada entrou em serviço em 2022 e o primeiro Boeing 777 modernizado começou a operar comercialmente em agosto de 2024.

A partir de outubro de 2026, a Emirates prevê iniciar uma nova fase do programa, que incluirá a instalação de ecrãs OLED 4K HDR10+ nos encostos dos assentos, novos assentos Safran Z400 e outras melhorias nos produtos de bordo.

No âmbito da estratégia de sustentabilidade, a companhia indicou ainda que está a reutilizar materiais retirados das aeronaves modernizadas, incluindo couro e tecidos, para produzir artigos de coleção e mochilas distribuídas a crianças em 11 países.

Fonte: Jornal Económico