O Governo português garantiu que toda a manutenção das três fragatas adquiridas à Itália será realizada em território nacional, contrariando informações de que parte dos trabalhos pudesse ser feita no estrangeiro. A nota oficial do Ministério da Defesa sublinha que a manutenção será integralmente executada em Portugal, reforçando a soberania e a capacitação da indústria nacional de defesa.
Em resposta a questões levantadas sobre uma eventual ligação entre a construtora naval italiana Fincantieri e a empresa portuguesa NTG, o ministério afirmou desconhecer qualquer relação entre as duas entidades. A NTG é uma empresa portuguesa que atua no setor de manutenção naval e que tem sido apontada como potencial parceira em contratos de defesa.
As fragatas, encomendadas no âmbito do programa de renovação da Marinha Portuguesa, fazem parte de um pacote de modernização das Forças Armadas, com um investimento significativo do Estado. O acordo com a Itália prevê a aquisição de três navios de última geração, com capacidade para missões de vigilância, combate e apoio humanitário.
A decisão de realizar a manutenção em Portugal é vista como uma forma de garantir a criação de emprego qualificado e o desenvolvimento de competências técnicas no país, além de reduzir a dependência externa em termos de logística militar.
O Ministério da Defesa não detalhou, no entanto, quais empresas nacionais serão responsáveis pelos contratos de manutenção, nem os prazos previstos para o início dos trabalhos. Ainda assim, a garantia dada pelo Governo vem no sentido de tranquilizar a opinião pública quanto ao retorno do investimento para a economia portuguesa.
Este anúncio surge numa altura em que a defesa europeia está a ser reforçada, com vários países a aumentarem os orçamentos militares e a procurarem parcerias estratégicas. Portugal, enquanto membro da NATO, tem procurado modernizar as suas capacidades navais, e a aquisição destas fragatas é um passo importante nesse sentido.