O Governo português afirmou estar em contacto com os governos de Espanha e de Marrocos no âmbito da crise migratória em Ceuta, garantindo que as autoridades portuguesas estão articuladas com as suas congéneres. Em comunicado, o Executivo lamentou as mortes registadas e sublinhou que tem sido informado pelo governo espanhol, que assegurou que, em coordenação com as autoridades marroquinas, fará reverter o fluxo de milhares de pessoas que têm entrado no enclave espanhol de forma irregular.

Além do contacto com Madrid, Lisboa está também em diálogo com Rabat. As autoridades portuguesas, designadamente a GNR e a Polícia Marítima, estão a atuar em concertação com as autoridades espanholas. O Governo português reafirmou que a integridade do espaço Schengen depende de um rigoroso controlo de fronteiras e do combate determinado a todas as formas de imigração ilegal.

Segundo os últimos dados divulgados pelo governo autónomo de Ceuta, nas últimas 24 horas entraram na cidade espanhola 60 mil pessoas de forma irregular, tendo sido confirmadas 34 mortes. O presidente do governo autónomo, Juan Jesus Vivas, descreveu a situação como “insustentável”, recordando que Ceuta, enclave espanhol no norte de África, tem uma população de apenas 83 mil habitantes.